11 de abril face e blog

 

 

Olá, professor!

Recebemos frequentemente mensagens de educadores que compartilham a mesma dúvida: “Gosto muito da ideia de inovar e incluir a tecnologia em minhas aulas, mas como posso fazer isso?”. É esse questionamento que vai servir como base para o texto de hoje.

Antes de tudo, cabe ressaltar, mais uma vez, aquilo que sempre defendo e que você provavelmente já sabe muito bem: na Educação, não existem respostas prontas. Para o sucesso de qualquer iniciativa é fundamental ter objetivos claros e levar em conta as características particulares de cada turma e de cada escola. E, assim como qualquer outra ferramenta não é capaz de resolver por si só os problemas, as tecnologias educacionais precisam de um professor que saiba como utilizá-las e que acompanhe seus resultados de perto.

Com isso em mente, compartilho três formas possíveis de usar a tecnologia em sala de aula. As sugestões vieram da nossa experiência de auxiliar escolas e professores pelo Brasil inteiro e estão presentes, de forma mais detalhada, no e-book gratuito que lançamos este ano: o Manual de Boas Práticas do Geekie Lab, disponível aqui. Apesar de o material ser voltado ao uso da nossa plataforma de aprendizado adaptativo (o Geekie Lab), as dicas que trago aqui podem ser aplicáveis a outras tecnologias.

Uso da tecnologia como recurso didático extra durante a aula

Nós, professores, sabemos que usar diferentes linguagens e meios para apresentar os conteúdos pode ajudar a despertar o interesse dos estudantes. É possível fazer isso com recursos online ou off-line, como vídeos, infográficos animados, exercícios interativos ou plataformas educacionais – e eles podem ser usados como um elemento extra ou central da aula. Se a ideia é que a tecnologia seja um elemento extra, vale utilizá-la, por exemplo, para antecipar um assunto, permitindo um contato inicial mais divertido com o tema, ou reforçar um conteúdo já trabalhado, nesse caso, favorecendo que a compreensão sobre como a turma o recebeu.

Uso da tecnologia como recurso central em sala de aula

No uso da tecnologia como elemento central, uma das possibilidades é criar várias estações na sala de aula com diferentes objetivos de aprendizagem, tendo em pelo menos uma delas o suporte da tecnologia. Uma estação com atividades de avaliação, outra que incetiva o estudo livre ou o desenvolvimento de projetos e uma terceira para a realização de trabalhos colaborativos. Neste contexto, o professor se coloca no papel de mediador, indicando caminhos para os estudos, tirando dúvidas e planejando experiências que desafiem a turma a avançar cada vez mais. Para esse tipo de abordagem, recomendo o estudo de metodologias de ensino híbrido. O método que descrevi é chamado de rotação por estações e você ler um pouco mais sobre isso aqui.

Uso de recursos tecnológicos no laboratório de informática da escola

Muitas escolas possuem uma sala de informática, mas nem sempre ela é bem utilizada. Uma sugestão é que os alunos possam usá-la para fazer pesquisas de conceitos básicos que seriam tratados em uma aula expositiva. Com o tempo ganho, será possível desenvolver outros tipos de atividades em sala de aula – debates, projetos em grupo, plantão de dúvidas, entre outros. Note que a ideia, aqui, é integrar o tempo no computador com o tempo em sala de aula para criar um curso contínuo e gerar uma potencialização do aprendizado. As atividades virtuais e presenciais devem ser complementares.

Esse modelo leva o nome de rotação de laboratório e, em muitos aspectos, é similar à rotação por estações. A diferença básica é que, em vez de circularem por estações distribuídas em um mesmo ambiente, os alunos mudam de salas, deslocando-se de suas classes para os laboratórios de informática. Uma vantagem desse método é que o aluno ganha mais autonomia para buscar conhecimento, podendo se aprofundar no tema ou retomá-lo, a fim de aprender conceitos que ficaram para trás.

Que outras formas de integrar a tecnologia você já utiliza em suas aulas? Compartilhe sua experiência conosco na seção de comentários!

Um abraço,
Claudio Sassaki

 

 

Fonte: Revista Educação

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